INVITRO CoLab

2A modernidade tecnológica impôs aos regimes de experiência e às modalizações da subjectividade uma indissociável articulação e relação com a tecnologia. O mundo tecnológico enquadra necessariamente o futuro, mas determina também um presente no qual a identidade, subjectividade e política encontram difíceis definições face aos desafios de um mundo globalizado, informatizado, ecologicamente perigado e politicamente questionado nas suas bases. Que respostas e que soluções para uma Europa? Onde as formular e como as articular com o quotidiano e nisso, com uma política da sua identidade?

A proposta que trazemos visa activar centros de produção de pensamento e criação, artística e tecnológica considerando-os pelo factor de confluência face aos problemas detectados:

– experiência, identidade e política num presente tecnologizado, modelando princípios identitários a partir da

  1. Performatividade dos corpos por via da temporalidade, funcionalidade e protocolos tecnológicos bem como das relações ( comunicação) tecnológica e virtualmente mediadas; Que identidade ( género, idade, mobilidade, velocidade) performamos?
  2. O território, fronteiras e habitabilidade do espaço: geografia e cartografia num mundo digital: que território habitamos?
  3. O que somos juntos ( articulação política, viver junto), em relação, no pós-revolução digital?

Respondendo a estas questões propomos a activação de uma rede de trabalho, programação e edição, incluindo agentes culturais, artistas, pensadores, técnicos e informáticos, programadores e críticos num programa visando a produção de pensamento e a criação artística no ensaio de um modelo colaborativo e nómada, logrando ao longo do desenrolar do projecto, da participação de cada parceiro, no seu território, fora do seu território, no território virtual e nisso, como resultado num mapa conjunto feito da cartografia cultural das relações que constituem o Presente.